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Matraca Cultural


A Complexidade da Latino América

Do Que É Feito o Teatro de Cada Dia. Para aqueles que crêem que arte é uma forma  de manifestação individual.

 

De Zunilda Roldan (Navarro, Buenos Aires, Argentina): Nueva sala
Como dice Carlos Ianni "Las metas son importantes; nos dan el impulso, pero  lo verdaderamente importante es el camino....Como peregrinos que somos, sòlo deseamos la felicidad de todos y cada uno..." Soy profesora de Letras y actual estudiante de Dirección de actores; en el año 1989 con un grupo de alumnos de un Bachillerato para adultos, pusimos la semilla del teatro en nuestro pueblo... El grupo se afianzó y hoy la felicidad que nos embarga es infinita. Este grupo (mayoritariamente femenino) que trabaja desde hace 19 años bajo a la denominación GRUPO DE TEATRO INDEPENDIENTE CANDILEJAS ha cumplido un sueño: el de la sala propia... Fue mucho tiempo de un incansable trabajo vocacional, con la perseverancia de la pasión, sin claudicar ante los obstáculos, llevando y trayendo en nuestras bicicletas los decorados, trabajando en clubes, escuelas, biblioteca y hasta casas particulares....  Ante la casi indiferencia de algunos sectores de poder, nos atrevimos y tomamos la decisión de alquilar un espacio... ése será el primer teatro de Navarro, con capacidad para alrededor de 120 espectadores. Confirmamos que "no es porque las cosas sean difíciles que nos nos atrevemos; es porque no nos atrevemos, que las cosas son difìciles". Hoy estamos orgullosos de compartir esta noticia con todos los teatreros de América y el mundo y los invitamos a acercarse con sus creaciones o proyectos... (¡¡¡la inauguración la anunciaremos con bombos y platillos!!!) ¡¡Los necesitamos para seguir creciendo!! Las puertas de nuestro teatro (y nuestros corazones) se abren para recibirlos. Quienes deseen conocer nuestra sala y presentar sus espectáculos los espero en
z.roldan@yahoo.com.ar

Publicado no Forum do CELCIT

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Mais uma notinha para a gente reflexir nestes tempos de desumanização organizada. O assunto agora são as algemas policiais.Sim, o supremo Tribunal de Justiça está normatizando em que situação podem ser usado algemas para se prender os investigados. É claro que tudo isso surgiu despois da prisão, recente, de Daniel Dantas, um milionário brasileiro metido em falcatruas, conforme a investigação da polícia federal. E de fato a gente, os cidadão comuns, fica até excitado, quando se vê na tela da televisão da nossa casa a imagens desses figurões sainda de seus "big's" apartamentos algemados. é como nas matinés de cinema, quando o mocinho vencia. E qual é a explicação para isso? Somo todos sádicos? somos todos revanchistas? O fato é que o Brasil, sendo um país onde a escravatura só terminou a cento e poucos anos, o comum é se pobre, na amioria afro descendente, sendo algemado e televisionado na hora da prisão. Essas imagens de Danieis Dantas da vida algemados são muito recente. E o duro é que são algemados, mas como têm muito dinheiro, quando a gente menos espera, todos, a base de habeas corpus, estão lépidos circulando pelas ruas das cidades brasileiras e fazendo de novo suas falcatruas. Por exemplo, onde esta o Cidmar do Banco Santos? Essa é outra diferença, quando pobre é preso, se ele brincar em serviço, como só tem acontecido brasil afora em todos os tempos, mesmo não tendo culpa corre o perigo de ficar anos presos. Isso porque só fica preso quem não tem dinheiro para pagar bom advogado, assim é a justiça burguesa. Exceção feita a Fernandinho Beira-Mar que já está no "xilindro" faz muitos anos. Mas creio que pode ser para sua própria segurança, porque a disuputa e a competição entre os narcotraficante está muito barra pesada e estando na cadeia ele tem segurança para tocar o negócio sem outros perigos.

Mas o mais trágico de tudo isso, aconteceu sexta-feira, 15 de agosto, fazendo uma ação nos morros cariocas a polícia civil prendeu uns "meliantes", como se dizia antigamente nas páginas policiais, não podendo usar ou não tendo algema, já que o Estado do Rio de Janeiro não tem nada, o Estado simplesmente não existe, os "meliantes"foram amarrados com fios de eletricidade. Ou seja, os juizes do supremo não podem aplicar nenhuma sanção nos policiais, porque, como exige a lei, eles não usaram algemas, mais fios elétricos. Mas como todos eram negros, moradores de favela ninguém das ong's de direito humano vai fazer escarcel, afinal, defender pobre não dá muita notícia. Por essas e outras que as vezes acho que nós, que fazemos teatro e, em particular, escrevemos para teatro, estamos séculos luzes longe de retratar as injustiças desse país.

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Uma nota a ser dada aqui, dentro do lema "eles estão colocando as manguinhas de fora". Não é que os militares que combateram a "guerrilha do Araguaia" estão agora pedindo indenização por conta de terem massacrado, tortura e matado todos os guerrilheiros. Eles alegam que ficaram traumatizados por terem feito tudo isso. Fico pensando comigo: que falta de treinamento tinham esses militares, porque a profissão desses senhores é a de estar preparados para combaterem os inimigos do país. A não ser que o trauma aconteça porque assassinaram e combaterem os seus prórpios "irmãos" brasileiros. Mas vejam, caro leitores, essa nota aparece ainda no meio da polêmica sobre a questão da Lei de Anistia ter beneficiado os "torturadores" o que pela convenção da ONU não é possível. Agora, os militares que combateram no interior do país a guerrilha do PC do B, pedem indenização tal qual já o fizerem as vítimas da tortura, aqueles que, preso e sob a guarda do Estado, foram barbaramente civiciados e por fim assassinados. É como se fosse a mesma coisa. Isto porque os ditos "militares", e sabemos bem de que "militares" estamos a falar, deram agora de descobrir e revelar o que sabem, por conta dos anos de Chumbo, isto é, dos anos de terror em que transformaram a vida do cidadão comum, as informações dos membros do governo na época da ditadura. Vocês estão lembrados da pergunta idiota que o lider do DEM fez a Ministra Dilma sobre ela ter mentido na tortura sobre o paradeiro de seus companheiros? Vocês estão lembrados da rememoração que fez um general da reserva do passado militante do atual Ministro da Justiça? Pois bem, agora devem ter incentivado os "laranjas" da época da repressão a guerrilha virem a público pedir indenização por "traumas" sofridos por conta dos combates. 

Como somos de teatro vou fazer um cenário disso para o caro leitor. Vocês imaginam um "mariner americano" que entrou em um aldeia do Iraque, com armamentos de última geração, e eliminou a maioria da população. Isso pode ser real, porque já fizeram no Vietnam, no Afeganistão e no agora estão a fazer no Iraque. Pois bem, esse bruta montes, passam-se os anos vai até uma corte americana e pede indenização pelos traumas e ainda por cima culpa as suas vítimas. Pois bem, é o que estão a fazer esses "laranjas" que estão a pedir indenização pelos combates, desiguais, diga de passagem, do Araguaia. Depois ficam bravos quando dizemos que eles estão a desafiar o poder constituído e as autoridades que ocupam cargos neste governo. E nós, cidadãos normais, estamos assistindo a tudo caladamente. Até quando?

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Há ainda aqueles que se mexem na luta por tempos melhores. E são eles que nos faz acreditar que a história está em movimento.

 

Sarau da ColetiVoz

http://coletivoz.blogspot.com/ 

Manifesto da voz coletiva  

            A palavra "Manifesto" aqui, não sei se pelo respeito, ou se pelo diálogo possível com os assuntos de mesmo gênero, tão transformadores deste e de outros séculos, representa, antes de mais nada, uma defesa. A defesa de um patrimônio. Em primeiro lugar, defesa da língua, nosso português-brasileiro, como patrimônio cultural; como patrimônio identitário; como patrimônio do povo brasileiro. E depois, e não menos importante, a defesa do direito à voz. A voz como um conjunto de valores, que se estreitam no poder da fala. A voz como agente transformador da sociedade contemporânea; como único meio capaz de dialogar com qualquer discurso hegemônico, como bem nos mostra o nosso grande sábio e iluminado guru de todos os tempos Milton Santos brasileiro. E aqui, não poderíamos deixar de dizer que esta voz emerge de um único lugar: da grande periferia das cidades brasileiras. A produção cultural multifacetada, pluralizada, híbrida, diversa, marginal, que está, cada vez mais, a olhar orgulhosa nos olhos de qualquer outra produção que se diga superior.

Tão versátil é o manifesto, que sua defesa é desenfreada: seja pela beleza ou pela desigualdade; pela riqueza ou pela humanidade; pela pobreza ou pela dignidade. Podemos perceber o equívoco da relação entre esses elementos, que deveriam ter apenas a função de definir parâmetros: altos e baixos; grandes e pequenos, etc. Porém, aprendendo a ressignificar todos eles, sob o conglomerado de vozes de que se faz/refaz a periferia, desnudamos o sentido óbvio das relações. O que nos permite pensar em uma escala diferente de valores, desvirtuando o compromisso, e possibilitando o fato de dada riqueza estar sob o extremo oposto da humanidade.

É assim mesmo, de modo dúbio, imbricado, conturbado, entrelaçado, transculturado é que se estabelecem as relações desse coletivo periférico; dessa voz coletiva. E talvez, por isso mesmo, é que nos concentramos, com o grafite, com o rap, com a poesia, com a literatura periférica/marginal, na função de desestruturar, desestabelecer, desprivatizar, destituir, desarticular, para conseguirmos desbravar, descobrir, desodiar, despirocar e desvairar num gozar coletivo. Há uma urgência absurda de que esse gozo aconteça. De que surjam, mais e mais, o que tomo a liberdade de chamar de "instituições de vozes marginais": duelo de Rappers, eventos culturais e saraus sobre/nas periferias, a memorável Cooperifa, porta-voz de longa data, entre outros. O sarau da Coletivoz é mais um grito, que deseja união desses movimentos contra o silêncio de exclusão.

A Coletivoz, que no híbrido da voz do coletivo, também revela a pretensão dos coletivos, dos grupos e guetos, que têm necessidade de escancarar toda a sua complex(c)idade, e toda denúncia contra o descaso do poder público, de um sistema maior, em relação à margem.

Assim, na Coletivoz, o ato maior é o poder da palavra, aquela que impera no momento final. Nua e crua, a palavra é o verbo e o prato de comida; é o beijo doce e o choro de desespero; é o repente macio e o Rap de repente; ora a cor, ora o som estridente; de dia a mão, à noite o colo. Pois, é a palavra, com toda sua incapacidade de conclusão; com toda sua incompletude, é que coloca a todos nós na condição mais digna do ser humano: como seres inacabados que somos.  

 À luta, à voz. 

Rogério Coelho

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Voltamos a informar sobre os espetáculos em cartaz:

“Cabaré da Santa” Teatro Galpão do Folias. Tel. 33612223

“Novos Velhos Dias” Teatro da Vila. Tel.: 3258.6345

“A Curandeira” Teatro Ópera Bufa. Tel.: 3237.1980

 

E quem não assistiu ainda e quer saber “O Que É o Teatro?” adquiram o dvd com concepção de Reinaldo Maia e montagem de Flávio Tolezani. Informações pelo telefone 33612223  



Escrito por maiafolias às 03h39 PM
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Liberdade Abre as Asas Sobre Nós

OS “OMES” TÃO BOTANDO AS MANGUINHAS DE FORA

 

Acabar com os resquícios de um regime autoritário não é coisa para pouco tempo e na maioria dos casos isso leva décadas, porque seus efeitos ficam introjetado em cada cidadão, mesmo que não se tenha consciência disso. E os seus danos aparecem nos menores atos dos indivíduos, da sociedade, da política, da cultura.

 

No caso brasileiro temos um exemplo que, aparentemente, nada tem a ver com os anos de chumbo, mas que a meu modo de ver é ainda fruto de uma sociedade que viveu muitos anos tutelada por aqueles que acreditavam saber o que poderia ou não poderia ser feito, visto, vivido pela grande maioria. Estou falando, de novo, da dita “Lei Seca” do transito em que decidiram quando, onde, com e quanto podemos e devemos beber. Ou seja, um paizão qualquer nos dias com devemos nos comportar. Para os mais novos isso não lembra nada, mas para quem já tinha 17, 18 anos em 1968 sabe o quanto isso é danoso. E tudo começa como se a intenção de quem criou a dita Lei fosse a melhor possível, só não fica claro que os cidadãos, com tal medida, estão sendo tutelados, infatilizados, tolhidos no seu direito de livre-arbítrio. 

 

Mas não é sobre a Lei seca que quero escrever. Mas sim sobre o papel que compete aos indivíduos/cidadãos para que de fato a maioria não seja submetida a uma minoria qualquer, seja e tenha ela a ideologia que tiver. E a sociedade brasileira, por conta de todo o descrédito dado à política, tem permanecido indiferente aos atos, oficiais ou não, que tem ultimamente ameaçado ou retirado dela seus direitos fundamentais. Isso faz com que aqueles saudosos dos tempos da ditadura comecem a tirar suas manguinha de fora.

 

O caso mais recente e preocupante, porque nesse caso o que está em jogo é inclusive o enfrentamento a “autoridades constituídas”, está a celeuma sobre a alegada declaração do Ministro da Justiça de se rever a anistia dada aos torturadores. Vejam, as palavras do Ministro foram as seguintes: “ (...) agente públicos do Estado que estavam a serviço de estruturas paralelas à instituição militar. Essa polêmica com as Forças Armadas é porque certamente ocorreu alguma preocupação originária de militares que participaram desses atos e passaram a envolver a reserva da corporação.” 

 

Diante dessa declaração dada em uma manifestação organizada pelo Movimento Tortura Nunca Mais, o Exército, quero diferenciar bem isso, parcela do Exercito, velhos generais, da reserva e da ativa, da época da ditadura vieram a público fazer ameaças. Ou seja, como de hábito, crendo terem sido os “salvadores da pátria” na cruzada contra o comunismo internacional, ainda se crêem no direito de tutelarem a sociedade civil. Não só tutelarem, mas de a ameaçarem como se a função do Exercito fosse essa e não de proteger o cidadão comum, o pagador dos tributos públicos, dos quais são meros funcionários. 

 

Essa reação do Exercito, colocam nu o rei, isto é, eles assume que de fato, nos porões do regime militar, mas que todo mundo sabia da existência e quem ainda não acredita é só ir visitar o memorial criado no antigo DOPs paulista, eles praticaram a tortura, mutilando e/ou tirando a vida de seres humanos. A sua revolta é só compreensível se olhada desde o ponto de vista de que, parte da coorporação tem coisa escondida embaixo do tapete. E vale lembrar que, em Convenção Internacional da ONU, o crime de tortura é hediondo e não passível de anistia. E o Brasil é signatário desse tratado desde 1910, se não me falha a memória. Logo, a anistia não é possível de abarcar esses crimes, se o Brasil ainda for concorde com o tratado internacional.

 

Todos nós sabemos como é covarde a prática da tortura. O indivíduo encontra-se preso, nas mãos da justiça do Estado, sem meios de se defender, muitas das vezes preso sem o conhecimento de outras pessoas e é barbarizado por alguns animais que dizem fazer isso em nome de algo que não se justifica. A tortura é condenável seja praticada pela Igreja, caso da Inquisição, pelo Exército, caso das ditaduras pelo mundo afora, seja por bandido como no caso do jornalista Tim Lopes. Como escreveu Sartre sobre a tortura francesa na Argélia colonial, ela existe para provar como “somos animais e selvagens, tais como aqueles que acreditam ser as ditaduras a forma de garantir a civilização e os que eles chama de “democracia”. No fundo os revanchista, para usar um jargão caro a esses “democratas de farda” são eles. Basta dizer que em meio a discussão e polêmica por eles criadas, levantaram a vida privada do Ministro da Justiça. Não se trata de um cidadão qualquer, mas do Ministro da Justiça do Brasil. Ora quem de fato esta exorbitando suas atribuições?

 

Mas a culpa de tudo isso é de nós, meros mortais e cidadãos que pagam seus tributos, que não nos organizamos, numa hora dessas, para dizer em alto e bom som, para que todos os arrivistas que usa da farda para expressar suas opiniões, que nós não queremos nenhuma Força Armada nos tutelando. Que já vivemos essa experiência e já a ultrapassamos doloridamente e que o exército só tem sentido, para o todo da sociedade, se for para servir aos interesses dos cidadãos. No entanto, temos nos mantido calados, silenciosos, assistindo tudo como se fosse normal um General da ativa, e pela segunda vez em menos de um ano, enfrentar uma autoridade constituída pra lhe dizer o que ela tem a fazer ou não. O que assusta é órgãos da imprensa, como por exemplo “O Estado de São Paulo” que se diz um dos grandes defensores das liberdades humanas, trata a notícia como se tudo fosse uma “querela entre PT e Exército” e que nada afetaria a sociedade civil, como se apostasse no “quanto pior melhor”, para ver se a velha direita volta ao poder. O horrível é tudo ser transformado em “querela eleitoral” quando se trata de afronta entre poderes, se esquecendo que o Exercito pela constituição está subordinado ao Presidente da República. E o próprio Presidente da República chamar a atenção do Ministro e não tomar nenhuma providência em relação a insubordinação dos militares. Eles por acaso estão acima da Lei que rege  a vida dos cidadãos comuns?

 

Bem, é chegada a hora de nós, os cidadãos comuns, prestarmos atenção nessas nuvens negras que começam a querer aparecer no longínquo horizonte.  É chegada a hora de dizermos o que queremos se a Política e os  não são capazes de o fazer. Porque nos últimos anos Partido e político profissional só tem pensado em renovar mandato e não perder a boquinha dessa profissão. Quanto ao resto parecem nada ouvir, não ver e, por conseguinte, nada querer falar.

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Frase de ex-militar e autla Deputado Federal Jair Bolsonaro

 

"O erro não foi torturá-los, mas foi não tê-los matado!"

 

Será que não é passível de criminalização tal declaração? Será que não está na hora de corat as asas desses fascistinhas saudosos da ditadura? Será que não tem razão o Ministro da Justiça?

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 Já que estamos falando em se boptar as manguinha de fora, o que pensar sobre o que está acontecendo na Bolívia? Onde será que os governadores das provincias sediciosas querem chegar? Quem de fato está a lhes garantir que podem continuar com esse enfrentamento a um Presidente eleito democraticamente? Será que é a "Águia do Norte" que com um abutre está procurando motivos para intervir em algum país da América Latina? Vejam, eles já garantiram um posto avançado na Colombia, que agora já fala até em terceiro mandato para o Presidente Uribe, que todos nós sabemos er o braço armado dos Estados Unidos na América Latina. E isso é tão verdadeiro que não li, nem ouvi o Bush falar algo sobre o fato dos resgatadores da tal de Betancourt terem usado um colete da Cruz Vermelha. Será que quando se trata de matar inimigo do império não se tem "eixo do mal"? Todos nós conhecemos como a justiça americana, nos últimos anos, tem dois pesos e duas medidas. Esta sendo assim no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, com relação ao Irã, a Palestina e todos aqueles paíse que não rezam na sua cartilha. Mas a questão Boliviana, que não é Bolivariana, não precisa ficar escitados os direitista de plantão, nos diz respeito de perto. Afinal, a Bolivia está no continente Latino Americano e um conflito por esta bandas só iria atrasar, ainda mais, o nosso processo de estabelecimento de normas institucionais que permitam que cada um pense o que quiser, sem ter que ficar com medo de ser reprimido.

 

E não adianta ficar falando mal de Evo Morales por falar, como muitos o estão fazendo, inclusive a nossa grande imprensa. O que não está se vendo é que se um país do continente se desestabilizar o movimento será em cascata. Não será desestabilização regional de um ou outro país, mas no continente todo. Porque aqui não se admite no Norte da América, que não seja o seu quintal. E de uns tempos para cá, os povos se cansaram de ser Quintal de Presidente Americana, exceção feita à Colombia, quer dizer, aos políticos colombianos comprometidos com a ideologia do senhor GEorge Bush. O que não quer dizer que se Obama ganhar muda muita coisa não. O que é necess´rio é que nós, cidadãos latino-americanos esbocemos uma reação que deixe claro que não admitiremos novas "intervenções facistas" em nosso continente, como forma as feitas na década de 60. E para isso torna-se necessário mobilização e agitação.

 

Compete ao TEATRO que se diz consciente de sua função criar e contribuir para que essas discussões ganhem as ruas e as mentes de todos os cidadãos. Afinal, fazer arte não mercadologica é participar da vida política do país e do continente onde se atua. Caso contrário é ter um discurso de "esquerda", contrário a arte que é mercadoria e ficar indiferente as questões que tocam, consciente ou não, a maioria da população. E o avanço daqueles que não querem ver nesse continente autodeterminação de seus povos é crescente. Compete àqueles que querem determinar sua história reagir. Em política não existe espaço vázio. Quem não fizer política pagará o preço de sua alienação. 

 

(Hoje já sabemos o resultado do plebiscito ou referendo como queiram e o Evo Morales teve quase 64% dos votos. Os quatros governadores que querem a cedição também foram votados pra permanecer. O impasse está criado. Que vingue o diálogo que respeite a vontade popular e tire da jogada a "Águia do Norte".)

 

Continuam em Cartaz: “Cabaré da Santa”, no Galpão do Folias e “Novos Velhos Dias” no Teatro da Vila. Quem não assistir terá perdido a oportunidade de se divertir com esses dois espetáculos maravilhosos.

 

Você já tem "O Que É Teatro?" ensaio cinematográfico de Reinaldo Maia com montagem de Flávio Tolezani? Não? Pois está perdendo tempo, camarada, é imperdível!

 



Escrito por maiafolias às 02h39 PM
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O Teatro: vale quanto pesa ou pesa quanto vale?

O Conselho de Cooperados, que se reuniu na última segunda-feira (14/7), com  a presença de mais de 40 sócios, propôs que seja feita uma consulta aos sócios da CPT a respeito dos valores mínimos para os cachês oferecidos pelo SESC, a serem enviados ao Serviço Social do Comércio, juntamente com uma carta sobre a questão.
Foi sugerida a seguinte tabela de pisos para os cachês:
- Contadores de história (um ou mais componentes*): R$ 1.000,00
- Grupos com dois (2) componentes: R$ 2.000,00
- Grupos com até cinco (5) componentes: R$ 3.000,00
- Grupos com até dez (10) componentes: R$ 4.000,00
- Grupos com até quinze (15) componentes: R$ 6.000,00
 *por componente entenda-se artista, técnico, produtor,etc. 

(Nestes cachês estão contemplados transporte, alimentação e hospedagem? Fizeram a conta do que restará para cada produção? Como foi estabelecido a relação preço e número de componentes do espetáculo? Por exemplo, sem outros gastos o cachê de R$6.000,00 resulta em modestos R$400,00 por artista envolvido. Ou seja, qual a relação´econômica entre o que ganha um contador de história e um ator de uma obra de 15 componentes? Há e ainda mais, componente inclui toda a ficha técnica, então, “sorry” não se monta mais tragédias no Brasil. Esses pisos são válidos para as Fernandas Montenegros, Geraldos Thomas, Daniela Thomas, Eugênios Barbas, Robertos Baccis, Peter`s Brook da vida ou só para os pobrezinhos e insignificantes da cooperativa? Perguntas que não querem calar!)

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REFLEXÕES ACERCA DO “ACHATAMENTO” DE CACHÊS DE ESPETÁCULOS CONTRATADOS

por Luiz André Cherubini

 Recentemente, muitos Grupos de Teatro têm demonstrado preocupação com o “achatamento” dos cachês de espetáculos contratados e buscam pôr a discussão em foco, em debates na Cooperativa Paulista de Teatro, em Conselhos de Cultura e em reuniões com os contratantes. A preocupação não se origina de uma simples diminuição da renda auferida pelos artistas na venda de apresentações, mas do panorama teatral limitado que a redução dos cachês termina por desenhar, ao inviabilizar certas produções e até mesmo o trabalho de certas companhias teatrais. (...)

Os órgãos de Cultura do âmbito governamental, o SESC e o SESI são, hoje, os maiores responsáveis pela compra direta de espetáculos e influem significativamente no movimento financeiro da Cooperativa Paulista de Teatro e na sobrevivência de grande parte dos Grupos Teatrais da cidade. Assim, mais do que contratantes, estas instituições são atrizes importantes no aperfeiçoamento, no aprofundamento, na melhoria da qualidade do Teatro brasileiro, tendo grande responsabilidade no desenvolvimento cultural do país. (Primeiro comentário a margem do escrito do autor. De fato as instituições listadas acima são grandes compradoras de espetáculos paulistanos, agora dizer que são atrizes importantes no aperfeiçoamento, no aprofundamento, na melhoria da qualidade do teatro e, ainda mais, brasileiro é ser alienado da nossa própria história. Essas instituições, cada qual com seu motivo, mas todos eles ideológicos com certeza, querem é se manter e, no que diz respeito a seus técnicos, estão a pensar em seus parcos salários. Mais que isso é acreditar, com fez Rosseau no século XVIII na bondade original do Homem.)[1]

Pelo papel significativo que desempenham, estas instituições que contratam espetáculos teatrais com a finalidade de oferecer a seu público uma programação cultural como atividade de lazer, gratuitamente ou não, ao reduzir, recente e progressivamente, os valores de contratação têm terminado por orientar a produção teatral paulistana. A diminuição dos valores dos cachês tem reduzido a variedade e a diversidade artística, quando não a própria qualidade do Teatro produzido e apresentado na cidade. (Vejam senhores leitores, depois dizem que sou radical. As palavras do Luiz dizem por si só. O Mercado não é ingênuo nem neutro, ele está ai a ditar suas regras. E há aqueles que se submetem a sua “cartilha” acreditando que com isso poderá agradá-lo. Ledo engano. Ele cada vez mais submeterá os já submetidos. Afinal, o Mercado não tem outro objetivo do que se autopromover. Ele não é conduzido por boas intenções, mas pela objetividade das leis mercantis que, em última instância, quer é aumentar seus lucros. Antigamente o teatrão se submetia a bilheteria, hoje os Grupos, pelo dito acima, se submetem a vontade de meia dúzia de “celebrantes do Mercado”, isto é, de programadores culturais. De fato, um teatro nestas circunstâncias, não pode se institucionalizar junto aos cidadãos.)    

A mecânica é simples: ao chegar a um nível excessivamente baixo, os cachês terminam por obrigar os espetáculos a baixar os custos da “produção”.(...) O próprio nível artístico chega a ser posto em risco, fechando-se o espaço para companhias mais experientes e para profissionais que não querem ou não podem adaptar-se às novas exigências. O menor preço implica na produção de bens de menor custo e, às vezes, na diminuição da qualidade do serviço prestado. (Paradoxo, como podem então, as instituições acima citadas, serem “atrizes importantes” no aperfeiçoamento do teatro paulistano? A não ser que acreditaemos que o “aperfeiçoamento” que esperamos do teatro é como Mercadoria. Isto é, em tempos de redução de custos globais, criar espetáculos de otimização de recursos, com gostam de falar os administradores da FGV e os programadores culturais dessas instituições. Não é a toa que nos últimos editais da Lei de Fomento começaram a se cortar mais do 40% dos orçamentos dos Grupos e companhias. Deve ser fruto desse mesmo pensamento economicista.)

Se a queda da qualidade das produções contratadas vem sendo motivo de preocupação para os produtores, companhias e artistas, o mesmo não parece acontecer com os contratantes. Isto porque o Teatro não tem sido visto pelos programadores senão como uma atividade de lazer, de entretenimento, de recreação. (...) (De novo um lapso de consciência. Caros criadores teatrais, os programadores de teatro que nos vêem como atividade de lazer já são muito poucos. Na grande maioria nos vêem apenas como “enchedores de linguicha”. A produção local para eles, isto é, o teatro brasileiro em geral, exceto seus amiguinhos, é um pé no saco. Só serve mesmo para dizer que promovem algo para seus associados. E houve gente ainda pedindo para que a classe teatral (se é que é classe) assinasse o abaixo assinado em favor do Sistema S.)

Observe-se, agora, o caso acontecido na programação de um Projeto que envolveu apresentações de espetáculos teatrais em espaços públicos, realizado por uma instituição governamental. Os cachês, que em um ano eram de R$ 1.500,00 por apresentação, caíram para R$ 1.000,00 no ano seguinte, depois para R$ 800,00, voltando a R$ 900,00, no quarto ano de realização, pelo simples fato de não haver trabalhos de qualidade suficientes que se pudessem apresentar pelo cachê anterior. Os responsáveis diretos pela queda do valor dos cachês: a própria classe artística, em particular os membros da Cooperativa Paulista de Teatro. A queixa recorrente de que somente um pequeno número de espetáculos era contratado para o Projeto, de que certos Grupos gozavam de privilégios, intensificada pelo aumento recente da oferta de espetáculos e do número de artistas e de grupos atuantes na cidade, acabou por levar a instituição contratante a aumentar o número de espetáculos contratados ( Esse é o raciocínio INSS que vigora no meio dos que brincam de fazer teatro. É claro que sou solidário com todos aqueles que não querem ser caixa das casa Bahia. Deve ser um saco. Sou também a favor de que todos possam fazer 3 refeições por dia, mas fazer TEATRO é outra coisa. O que as instituições citadas acima fizeram foi só se apropriarem de um pensamento vigente no meio teatral: não se trata de conseguir recursos que nos possibilite criar um teatro de qualidade (termo que faz muitos teatreiros se arrepiar), mas de se ter uma maior quantidade de beneficiados com as verbas, venham de onde vier. Por isso que alguns dizem que há privilegiados nos editais da Lei de Fomento. O que eles não se perguntam, ao não serem contemplados, é sobre a qualidade de seus trabalhos. A mentalidade INSS vai de encontro com a mentalidade “programação em quantidade e não em qualidade” que norteiam os programadores em geral. As exceções só confirmam a regra. E isso se tornou uma forma de CENSURA. É companheiros, hoje a CENSURA se dá não por questões políticas, mas econômicas. De fato a reflexão do Luiz é um samba do “criolo doido”. Mas a culpa não é dele, é que o nosso meio se transformou num samba do “criolo doido”. )

 (...) Entretanto, as questões verdadeiras são outras: o que um contratante quer quando oferece Teatro a seu público? Que papel cultural desempenha um contratante? O que um contratante é capaz de fazer pelo bem do Teatro? E as respostas podem ser muitas: difundir, aperfeiçoar, aprofundar, consolidar demanda, consolidar oferta, renovar, ensinar, entreter, formar... nenhuma menos justa do que a outra.(Quem leu o Reich, nos anos de Chumbo, sabe muito bem o que quer um contratante oferece teatro a seu público. Quer mantê-lo alienado, achando que está absorvendo cultura, mas no fundo, devido a qualidade do que assiste, está sendo mantido ocupado para não pensar na sua vida miserável. O leitor pode dizer: mais e quando eles programam Peter Brook, Eugênio Barba, etc. e tal? Bem, isso é para os privilegiados da classe média e daqueles que conseguem ingresso. Vocês já notaram com essas programações são verdadeira maratonas para se conseguir o ingresso? Então, eles estarem dentro da programação, é só uma forma de dizerem que os programadores são “cultos”, sintonizado com o que se faz de mais contemporâneo no mundo. Por sinal, pode-se perguntar: será que os cachês de piso defendidos pela Cooperativa vão valer para o Eugênio Barba, o Peter Brook, o Geraldo Thomas, etc. e tal? Então, resumindo, o que eles querem é economizar dinheiro para a instituição e manterem uma programação quantitativa para que possam ludibriar a grande maioria de que estão fazendo algo para a Cultura Nacional.)  

É a falta de uma política cultural dos contratantes – a falta de planejamento e, por conseguinte, a impossibilidade de avaliar a execução de um plano – que faz com que todas as medidas, incluindo-se aí a redução de cachês, sejam tomadas ao acaso, sem avaliar conseqüências e sem visar a resultados, atendendo a qualquer pressão que incomode mais (reflita-se, aqui, sobre quem é capaz de fazer maior pressão e por que meios), buscando resolver os problemas mais próximos e mais urgentes. É preciso estabelecer, o quanto antes, critérios de julgamento amplos e definidos, que possam promover resultados em um prazo mais longo, objetivar fins definidos e estabelecer as regras do jogo.(Parágrafo síntese da incompreensão do que estamos vivendo. O que é chamado de falta de política cultural é justamente a política cultural vigente no país. As medidas não são tomadas ao acaso. Ao contrário, elas são tomadas de caso muito bem pensado. Os programadores sabem muito bem que eles querem e quem eles não querem na suas programações. Se não entendermos assim ficamos achando que o que se passa é por conta de “uns maus programadores” e não fruto da ideologia da Instituição. A questão não é “MORAL” a questão é “POLÍTICA”. O que estamos vivendo é uma crise política que tem a ver com o Sistema S, com a não mudança da Lei Rouanet, com a falta de uma política clara do Ministério da Cultura que fuja dessa regras mercadológicas e que apontem para uma nova significação do bem simbólico, com o monopólio da Rede Globo, agora também da Globo Filmes, ou seja, com todos os depaupérios que rolam Brasil afora e que não estamos discutindo. O buraco é mais embaixo. Não se trata só de mais dinheirinho pra a coorporação, mas de se rediscutir a Questão Cultural no Brasil.  De discutir qual a função do teatro na sociedade atual. De discutir a qualidade do que fazemos. De se saber se todo mundo tem mesmo que fazer cultura e atividade artísticas ou se o que temos que ter como luta objetiva é o direito de todos terem as mesmas condições para se desenvolverem como seres humanos. Se for se discutir só cachê e estas programações de dar dó, estaremos no submetendo a uma “pauta” colocada justamente por instituições que não querem uma transformação cultural do país. Cultura é uma coisa e produção artística outra. Por isso a visão tem que ser mais ampla, mais dialética. Choramingar por mais “verba” é que nos conduziu a esse beco sem saída. Ou construímos uma  pauta política ou esses agentes culturais citados acima ganharam a guerra e, sendo assim, o melhor é se submeter as suas regras mercadológicas.) 

 

 

 



[1] Os Comentários em vermelho são do autor desse blog. O uso do escrito do Luiz Cherubini é só uma forma de utilizar algo já em circulação. Nada contra sua reflexão, que já é um passo importante no andar da carruagem.

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Não deixem de assisitir: "Cabaré da Santa" (Galpão do Folias); "Novos Velhos Dias" (Teatro da Vila); "A Curandeira" (Ópera Bufa). Quem não assistir vai ser o bobo da corte sem ter Rei para bajular! 

E ainda está a venda no Folias o dvd "O Que É Teatro?". Se você não sabe o que é não pode deixar de comprá-lo! 



Escrito por maiafolias às 11h55 AM
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Desconfie do Que Parece Ser Natural

Tem acontecido algumas coisa ultimamente que tem me deixado de cabelo em pé. E olha que não se trata de paranoia, mas de um olhar aguçado tentando entender algumas coisas que parecendo natural não tem nada de comum se vistas sobre outro prisma. E olha que não se trta de ficar achando vácuo neste mundão sem pé nem cabeça. Mas convenhamos, com essa desumanidade organizada como nunca vista dantes no quartel de Abrantes é melhor a gente colocar a baraba de molho do que ser pego com as calças arriadas. E olha que tem acontecido cada uma. Só por brincadeira, hoje, vou falar de três coisas que me chegaram as mãos que creio merecem um outros olhar.

A primeira diz respeito ao "tour político" feito pelo Obama pelos Orientes Médios e Europas da vida em sua campanha presidencial para Presidente do quê? Para a Presidência dos Estados Unidos da América. Não é incrível que um Presidente Americano pra se eleger tenha que percorrer metade do planeta? O auge dessa excurção política foi o comício feito em Berlim no dia 24 de julho que, segundo a grande mídia, reuniu mais de 200 mil alemães. Quando vi as imagens na televisão me vio a mente as imagens do filme "Querra nas Estrela" do grande parlamento do Universo ( é isso mesmo?). E ai a inevitável conexão: a disputa da Presidência dos Estados Unidos não é a disputa pela Presidência dos Estados Unidos nas cabeça dos candidatos, mas a disputa pela Presidência do Grande Império Terrestre. Neste momento senti que o óbvio tinha se feito verdade. Claro, pela cabeça média do americano o Presidente da República deles não preside somente os seus 54 Estados (é isso mesmo?) mas todo o Planeta Terra. Ele tem o direito de invadir qualquer país (na sua concepção patriótica mero estados) se sentirem que isso fará bem aos Estados Unidos. Foi assim que agiram contra o Vietnam ( e se ferrara), com o Afeganistão, com o Iraque, estão agindo assim com a Colombia, tem essa pretensão com o Paraguai, fazem isso quando mantêm uma série de prisões clandestinas mundo afora e a conhecida prisão de Guantanamo. O comício de Berlim foi assim a consagração dos alemães. Eles foram ver seu futuro presidente da Rep´bulica, por isso tinha tanta gente, só que eles como são alemães não tem ainda o direito de votarem nele. Mas isso não é privilégio dos alemães, nós os brasileiros, assim como os Argentinos, Uruguaios, Paraguaios, Japoneses, etc. e tal, também não temos ainda direito de voto. A diferença dos países latinos americanos com relação a esse periplo feito por obrama é que, sendo Estados pobres, o candidato nem sequer se dá o luxo de fazer comício para a gente. Para que perder tempo com esses eleitores de segunda categoria.

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Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto

 

Está em curso o maior programa de formação de Multiplicadores do Teatro do Oprimido já experimentado no mundo: o Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto, realizado pelo Centro de Teatro do Oprimido em parceria com o programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, em oito pólos no Brasil, com grupos de dezesseis estados (PB, RN, MG, SP, CE, RN, GO, DF, MT, PR, RS, SC, MA, PI, BA, RJ e ES), e dois pólos na África: Moçambique e Guiné-Bissau, com grupos de quinze províncias. A etapa 2008-2009 começa em julho, pela Paraíba, Minas Gerais e Guiné-Bissau, simultaneamente. Na primeira etapa do projeto, 2006-207, formou-se trezentos Multiplicadores do Teatro do Oprimido. Agora pretende-se atingir o mesmo número de artistas-Multiplicadores, com função pedagógica, para atuarem nos Pontos de Cultura, grupos culturais e movimentos sociais.

 

Nesta sexta-feira acontece apresentação de Teatro-Fórum em Belo Horizonte e Campina Grande, quando os participantes dos cursos, que está acontecendo nestas cidades desde o início da semana, terão a oportunidade de mostrarem os seus trabalhos. Em Belo Horizonte será no Teatro Trama, que fica na Rua Salinas 642, Bairro Floresta; e em Campina Grande será Teatro Rosil Cavalcanti, no Centro Cultural Lourdes Ramalho, Rua Paulino Raposso s/n°, Centro. A entrada é gratuita.  

 

O Teatro do Oprimido é o método teatral mais utilizado no mundo, presente em mais de 70 países, dos cinco continentes; seu criador, o teatrólogo Augusto Boal, está indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2008.

 

Na África, o "Teatro de Boal" é praticado em línguas, culturas e territórios diversos. Em países como Egito, Sudão, Burquina Faso, Senegal, Mali, Guiné-Bissau, Angola, Etiópia, República Democrática do Congo, Quênia, Uganda, Moçambique e África do Sul, entre outros, o Teatro do Oprimido tem sido Arte Marcial, em zonas de conflito e ferramenta eficaz tanto na prevenção quanto convivência com a AIDS. O Grupo de Teatro do Oprimido GTO-Bissau é um dos grupos africanos beneficiados pelo programa de formação do Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto. Entre 20 e 25 de Julho, Bárbara Santos e Cachalote Mattos, da equipe do CTO, estarão em Bissau para apresentar as técnicas da Estética do Oprimido, a mais recente pesquisa de Boal, que prepara mais um livro sobre o tema.

 

A partir de sábado, dia 26, até o dia 30 de julho acontece o 4° Festival Sénégalais de Théâtre Forum, em Dakar, Senegal, , produzido pelo grupo Kàddu Yaarax, responsável pela difusão do Método do Teatro do Oprimido no país; haverá apresentação do Grupo (africano) de Teatro do Oprimido GTO-Bissau.

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Sem sombra de dúvidas Augusto Boal é uma das grandes personalidade brasileiras hoje no mundo. E ele é o construtor, junto com todos os outros integrantes do teatro de Arena de São Paulo, inclusive com o grande José Reanto, de uma dramaturgia e de uma cena brasileira. Mas há coisas que com a globalização e com esse mundão da competitividade passaram a se "igualar" é que parecendo natural, para mim nada mais é do que a perdade sua identidade e de seu caráter inicial. Estou me referindo ao email acima que recebi do Teatro do Oprimido. Quando conhece as técnicas do Teatro do Oprimido, na época era um oprimido pela ditadura militar brasileira, que inclusive obrigou Boal a se exilar, ele tinha um caráter político importantíssimo, era um instrumento político importante para a luta de libertação nacional. De repente, passado alguns anos da "democratização" do nosso país ele parece ter virado um "nicho de mercado de trabalho". O que pode significar para divbulgar um congresso de Teatro do Oprimido uma frase como essa que encontramos no email acima: "O Teatro do Oprimido é o método teatral mais utilizado no mundo..." Isso não parece propaganda de produto par dieta alimentar? O que se está querendo dizer com isso? Que o mundo hoje em dia tem o maior número de oprimidos de todos os tempos? Pode ser até verdade, mas será que isso é para ser comemorado? É como se dissessemos: "O Brasil tem que se orgulhar por ter o maior número de homicídios do mundo? Logo, o Brasil tem o maior número de praticante do Teatro do Oprimido do mundo!" As vezes a gente não ve como se submetendo as regras do Mercado, que sempre visa a quantidade em detrimento da qualidade, está fazendo o jogo do inimigo. Pode ser bacana a divulgação no mundo inteiro das técnicas do teatro do oprimido, mas ao mesmo tempo, isso deveria ser, politicamente, uma vergonha, porque não podemos nos glorificar por ter aumentado o número de oprimidos se acreditamos mesmo que devemos libertar o Homem de suas possiveis forma de opressão. Afinal, as técnicas do Teatro do Oprimido, no fundo no fundo, se queremos acabar com a opressão, não são para ser comemoradas mas para serem lastimadas. Que miserável é um povo que necessita tanto de um teatro contra a opressão, isto só quer dizer que ele não é um povo livre e, em última instância, não se deveria comemorar a escravidão e a opressão. Então, uma coisa é dar notícia do congresso, da reunião dos praticante do teatro do oprimido, outro é essa mania bem brasileira de sempre ter que se ufanar do que faz. E se ufanar de que é um dos maiores oprimidos do mundo é muito chato. São por essas e outras que os Argentinos vivem a nos gozar. Até na questão da opressão queremos er os maiores do mundo! Dá para aguentar uma bobagem dessa? Acho que esse pesoalzinho do Teatro do Oprimido precisa começar a encarar as suas técnicas de novo como instrumento polkítico e não como forma de se garantir um trocadinho no final do mês. E terminando, Teatro do Oprimido fazendo parte de programa do governo não dá para aguentar né. Teatro do Oprimido no Ponto a Ponto é se comprometer demais e se submeter a opressão do dinheiro público. Que é isso pessoal, viraram guaraná?

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Qual é o papel da cultura?

RICARDO MACIEIRA

 

Vivemos a era da convergência, da conexão, do ritmo acelerado de circulação de idéias, conceitos e estéticas, um período de muitas possibilidades.
Experimentamos, porém, uma ausência de referências para uma apreciação estética criteriosa das manifestações culturais e para o desenvolvimento das políticas públicas de cultura, especialmente na América Latina e no Brasil, celeiro de novidades no mercado global. A banalização da atividade artística é o efeito mais perverso de um mercado generalista em que tudo virou "projeto cultural".

Essa revolução conceitual, porém, demanda um grande debate cultural:
várias vezes me pergunto em que bases vamos construir nosso futuro como nação. Será sobre a nossa força de trabalho e a nossa capacidade solidária de transformar ou será sobre a base do individualismo e da acumulação desesperada?

Construir um país pressupõe a existência de políticas públicas e de consenso. O debate de idéias é prioritário. A função do Estado não pode restringir-se a ofertar bens culturais de um acervo tradicional.

 

Dois fatores interferem na gestão cultural: o primeiro está relacionado à noção de diversidade e à questão da oportunidade; o segundo, à importância da cultura para o crescimento econômico de uma cidade, a partir de uma produção variada e de qualidade, que atraia interesse de outros mercados, ampliando o valor de seu capital simbólico. Continuar a ver a cultura como privilégio de poucos é perder a oportunidade de interferir na realidade. Todo cidadão, independentemente da faixa etária ou do grupo social, é produtor e consumidor de cultura.

Investir na reflexão crítica é a melhor forma de estimular a internacionalização das cidades, por meio de projetos que possam fazer circular idéias e programas.

A cultura cumpre papel de convergência. Todas as ações se interligam de forma estratégica, como instrumentos de inclusão e mobilidade social. Mesmo assim, temos que nos esforçar para que novos lugares de manifestação criativa apareçam, implicando novas abordagens e temas no interior das culturas, para que cheguem a todos os cidadãos.

 

 São exemplos a relação da arte com a paisagem contemporânea, a cultura decorrente das preocupações ecológicas e ambientais, do multiculturalismo e das experiências de hibridização proporcionadas pelas novas tecnologias da comunicação.

 

RICARDO MACIEIRA, 51, arquiteto, é secretário das Culturas da cidade do Rio de Janeiro.

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Minha última apreciação crítica é sobre o texto acima do Secretário de Cultura do Rio de Janeiro (selecionei alguns trechos, ele pode ser encontrado na edição da Folha de São Paulo). Quando se lê assim, de primeira mão, fica-se com a impressão de se estar lendo um texto "muderno", com uma contribuição nova para as reflexões vinda de um Secretário de Estado. Quando se pára para reflexti vê-se que tudo parece mesmo um "samba do branco doido" como diria Stanislaw Ponte Preta. É uma confusão entre negócio e coisa pública, entre consumidor e cidadão, enfim, é um pouco o retrato do que tem sido a política no Estado do Rio de Janeiro. Se é que podemos falar de Estado num lugar onde a gente assiste uma completa ausência do poder público. Fica para se pensar! E até mais que já escrevi muito.

     

   



Escrito por maiafolias às 10h55 AM
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Vamos Aldear

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Carta do Ato Inaugural da rede CHEGANÇA: TEATRO DE NORTE A SUL


O movimento Chegança: Teatro de Norte a Sul, nasce da necessidade de um diálogo entre os grupos de teatro da zona sul e da zona norte. A Rede é desenvolvida no momento pelos grupos de teatro formados pelo projeto Teatro Vocacional, do Núcleo Vocacional da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em parceria com a Secretaria da Educação.

Nas apresentações realizadas em nossas comunidades, notamos a falta de um público participativo, por isso, a rede busca, através do fortalecimento dos coletivos, fomentar a formação de platéias em nossas respectivas comunidades.

O princípio básico do Chegança é, através da articulação dos coletivos de teatro não profissional da cidade de São Paulo, fortalecer nossas identidades e exercer a autonomia no fazer e no pensar teatral.

Essa troca acontece por meio de encontros realizados todo primeiro sábado do mês, organizados rotativamente nos locais de ensaio dos coletivos integrantes da rede. Nesses encontros promovemos discussões e ações, com a possibilidade de acordo e lutas conjuntas, criando uma identidade e unidade à rede.

O Chegança: teatro de norte a sul acredita na troca como uma maneira de se colocar no mundo. Acreditamos que a autonomia e a articulação entre os grupos possa promover e consolidar o alcance e a conquista de nossos objetivos comuns, entre eles: a ocupação efetiva de equipamentos e espaços públicos em nossas comunidades, a realização de festivais, mostras, palestras, debates, intervenções, trocas de processos, e principalmente, reivindicar políticas públicas eficazes que fomentem a produção de teatro não profissional em nossas comunidades.

Por isso o movimento Chegança: Teatro de Norte a Sul convida a todos que estiverem lendo ou ouvindo esta carta para fazer parte desta rede de grupos: artistas profissionais ou não, grupos de teatro amador ou mesmo pessoas que compartilham desta idéia, estão convidados a fazer parte da nossa rede!

Como escreveu Edu Lobo e Oduvaldo Viana Filho na música Chegança:

“Estamos chegando daqui e dalí. E de todo lugar que se tem pra partir. Trazendo na chegança foice velha, mulher nova e uma quadra de esperança!”

Que esse seja o primeiro, de muitos outros passos do Chegança em sua longa jornada a ser cumprida! A revolução se faz com ação! MERDA!

Chegança: Teatro de Norte a Sul 

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 A publicação do Manifesto do Chegança tem a intenção de abrir os olhos e as mentes dos participantes do Movimento de Teatro de Grupos de São Paulo assim como do Redemoinho para essas novas organizações que surgem reivindicando a cultura, em particular o Teatro, como um direito, mas ao invés de ficarem esperando de braços cruzados saem a luta para discutirem, produzirem e reivindicarem políticas públicas que contemple suas reivindicações. E diferentemente dos movimentos surgidos na cooperativa, esse está ligado a comunidades que não têm acesso ao bem simbólico e estão situados na "franja" da cidade. Isto é, sofrem todo tipo de excludência e de ausência do aparelho do Estado seja por parte do Município, do Estado e/ou da União. O fato de estarem ocupando um Céu, não quer dizer que têm uma vida cultural como todos os cidadão tem direito.

 

Outra boa notícia do mês foi a da retomada da Mostra de Teatro da Associação Monte Azul, uma das mostras mais importante da cidade de São Paulo anos atrás que agora retoma suas atividade comandanda por um monte de jovens formados na própriacomunidade. Creio que o Movimento de Teatro de Grupos assim como o Redemoinho deveria buscara aproximações com essas iniciativa e entabular convesações para verem de tipo de intercâmbio poderia ser estabelecidos, visando foratalecer a luta por uma "democratização de fato"da vida cultural da cidade de São Paulo, do Estado e do País.

 

Esse contato não deveria ser apenas um "oportunismo"no sentido de se ver como poderia ser ampliado o circuíto de circulação dos espetáculos da "cidade", mas everia ser buscado um amplo entendimento de todas as lutas que poderiams er levandas conjuntamente. Assim como esses dois exempoo deve existir outros tantos por São Paulo afora. O que não dá é a gente ficar empre presa ao próprio umbigo achando que assim a Sociedade vira em nosso socorro quando dela necessitarmos. Sabemos que o bem simbólico tem uma distribuição injusta e para a maioria da população ele sequer é sentido como prioritário ou como um direito. Para a maioria cultura é uma coisa de "gente rica", mesmo sabendo que eles cantam, representam, escrevem, mas vêem tudo isso não como "criação" mais coisa sem sentido e valor. Se isso não for revertido nada conseguiremos em termos de um avanço nessa área da política pública.

 

Mas esses tido de iniciativa não está acontecendo só na cidade de São Paulo. Em Belo Horizonte o Grupo Trama tem um projeto em conjunto com grupos de teatro da "periferiada cidade"(periferia no sentido espacial/geográfico, já que muitos estão mais "in"do que muitos grupos do centro da cidade.) que tem resultado em intercâmbio de trabalhos artísticos, debates, oficinas, cursos e muita reflexão sobre o fazer teatral nas condições em que nós todos trabalhamos nesse país. Somente com o aumento dessas iniciativas a perspectiva nossa poderá ter umamodificação e poderemos ter alguma força juntos aos poderes públicos para reverter o descaso em que se encontra a cultura entregue que está aos departamentos de marketing das transnacionais.  Então moçadamão a obra. Que tal convidar essas organizações para assistirem as reuniões que estão fazendo os diferentes movimentos dos ditos "profissionais"? É uma forma de se começar um contato. E não devemos esquecer o velho MST, onde andará?

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Bem aqui vai minha publicidade semanal. Afinal, se não falamos de nós quem falará?

Continua em cartaz no Galpão do Folias o "Cabaré da Santa", maiores informações pelo telefone 3361.2223.

No Ópera Bufa continua em cartaz "A Curandeira", vale a penas ver o trabalha dessa atriz Adriana e o que ela tem a nos dizer. Maiores informações pelo telefone 3237.1980. E o "Novos Velhos Dias"volta em agosto no Teatro da Vila, informações pelo telefone. 3258.6345. Creio que quem faz teatro ou quem quer fazer deveria assistir esse espetáculo.

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E estão abertas as inscrições para a Oficina de Dramaturgia do Folias. Entrar no site do Grupo: www.galpaodofolias.com.br  Vai ser um curso bem bacana com coordenação da Claudia Schapira, Lucienne Quedes e Reinaldo Maia. Andem logo e se inscrevam. Principalamente você que tem fome de dizer as "suas verdades!"  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por maiafolias às 02h39 PM
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Viver no vácuo

Sinto que estamos num vácuo. Ainda não há uma dramaturgia brasileira contemporânea, mas um esboço." O diretor aponta a principal deficiência da escrita ficcional praticada hoje no país. "Há uma concentração em alguns temas, inclusive de gente que não vem desses lugares. Sinto a ausência de uma dramaturgia que fale do que se conhece, que saia do cangaço e do narcotráfico. Queria saber, por exemplo, como é [a vida] na zona leste [de São Paulo], no Morumbi.

Da ocupação da Amazônia à Lei Seca, há uma vastidão de coisas para se falar sobre o Brasil." Tolentino avalia ser necessário um investimento pesado na formação de profissionais: "É preciso realizar seminários, com textos [de participantes] corrigidos e reestudados. O teatro brasileiro tem uma coisa meio maluca: várias dramaturgias se desenvolvem e param. Foi assim com Arthur Azevedo (1855-1908), Nelson Rodrigues (1912-1980), Plínio Marcos (1935-1999) e Ariano Suassuna. A sensação é que os processos são interrompidos, jogados fora, e começa-se algo inteiramente novo, sem gerar um diálogo que vá se transformando."

A afirmação vem de alguém com conhecimento de causa: nos últimos 29 anos, o Tapa de Tolentino levou à cena textos de Rodrigues, Marcos, Jorge Andrade (1922-1984), Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) e vários outros autores locais. Longe de ser pessimista, o diretor enfatiza que "tem gente começando a escrever coisas interessantes". "Há uma certa perversidade urbana que aparece de forma curiosa. Mas falta um grande embate conjunto, como houve nos anos 60, quando Plínio Marcos, José Vicente (1945-2007), Antonio Bivar e Leilah Assumpção formaram um grupo dramatúrgico paulistano que disse a que veio."
Eduardo Tolentino – Folha de São Paulo 11 de julho de 2008

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Começo, hoje, meu blog dizendo que vou usar a entrevista do Eduardo Tolentino como provocação e fica aberta a possibilidade de uma resposta por parte dele, se ele sentir que a usei de maneira pouco convencional ou que tenha distorcido suas palavras e pensamentos. Isso dentro do que cabe num blog modesto como o é a “Matraca Cultural”. Assim, pelo menos pode se estabelecer um diálogo que presencialmente tem sido impossível, ultimamente, entre os agentes do teatro paulistano. 

O que está em jogo na afirmação do Eduardo na entrevista dada a Folha de São Paulo é que a dramaturgia criada hoje no Brasil não está a altura das questões relevantes que tem a sociedade pela frente. Dessa maneira podemos concluir, a maneira de Bertolt Brecht, que o teatro contemporâneo brasileiro e, por conseguinte, o teatro paulistano, não corresponde a sua época. Gostaria de dizer que, se dito isso em espaço apropriado, não teria muito a discordar da afirmação do Eduardo. Mas da forma que foi feita, creio que podemos realizar uma reflexão que pode deixar a mostra, apesar de sua pretensa “radicalidade”, a sua superficialidade e o seu “sensacionalismo”. Isto é, é o tipo de declaração que não contribui em nada para melhorar o objeto criticado, muito pelo contrário, serve para reafirmar preconceitos e desconhecimentos.

Não sei porque, nas estréias, os nossos grandes diretores gostam de dar entrevistas bombásticas sobre nossa incapacidade em fazer teatro. Ora se fala da necessidade de se formar os atores e atrizes, de se superar a precariedade de sua formação, da não existência de uma dramaturgia nacional, da necessidade de se aprimorar os nossos recursos técnicos, mas evitam em falar de si próprios e de seus pares (talvez por corporativismos) e dos problemas fundamentais de nossa vida sócio política. Como se o fazer artístico para se realizar dependesse apenas da vontade de quem faz e tudo estivesse preso ao "umbigo" de quem emite esses pensamentos taxativos e definitivos.

De alguma maneira revela uma certa soberba de nossos grandes diretores. É como se fossem verdadeiros "sábios" que, pelo fato de enxergarem o “mundo da cena”, acreditam enxergar o grande “teatro do mundo” como niguém mais na face da terra. Isto é, as afirmativas são sempre absolutas e definitivas: “Sinto que estamos no vácuo. Ainda não há uma dramaturgia brasileira contemporânea, mas um esboço”. Parece até início de Manifesto Político e seria bom se fosse, mas não é. E que mal há em se ter esboços dramaturgicos? Acredito que não é a dramaturgia e os dramaturgos que vivem no vácuo, acredito que o país passa por um grande vácuo intelectual. Isso não está sendo escrito para justificar a pretensa “inaptidão da dramaturgia contemporânea”, mas para diagnosticar que o buraco é mais embaixo. De alguma maneira, no meu modo de ver, a afirmativa apenas reitera um velho chavão da cultura e da crítica brasileira (não se esqueçam que na primeira versão do "Panorama do Teatro Brasileiro", Sabato Magaldi, o homem da academia de letras, escreveu que "O Rei da Vela" era imontável, a la ministro do trabalho. Bem, hoje, todos sabemos o quão importante foi o espetáculo do Zé Celso para o teatro brasileiro.) de que “não se tem dramaturgo nacional com qualidade”. Exceção feita àqueles que o Tolentino, na sua generosidade cita e que, infelizmente, são sempre os mesmos: Artur Azevedo (aqui está um diferencial do Eduardo em relação a maioria), Nelson Rodrigues ( o mais citado e o mais montado, até por aqueles que nada entendem de teatro, isto é, o único encontrado em livraria sem muito estudo e pesquisa), Plínio Marcos e Ariano Suassuna. Com respeito aos citados e sem querer desmerecê-los, são aqueles que a indústria cultural transformou em conhecidos, seja por ganharem a telinha da televisão, seja por estarem sempre no noticiário por questão de censura ou outros motivos alheios ao teatro. Ou seja, nossa cultura textual em teatro, não passa de uma cultura testicular. 

Vejam, essa idéia, esse pensamento da falta de qualidade de uma criação que esteja a altura dos problemas atuais do país não é privilégio do Eduardo Tolentino. No ano passado, creio que no primeiro semestre de indicação do Premio Shell, não se indicou nenhum dramaturgo. Apesar da produção intensa de obras os críticos chegaram a conclusão que os espetáculos aconteceram por obra e graça de Deus, já que para eles a dramaturgia não tinha brilho. E assim nenhum autor foi indicado. Ora, como diria Eduardo Galeano, vivemos num país de paradoxos: como pode haver bons espetáculos, atores e atrizes que se destacam, bons cenógrafos, figurinistas, diretores musicais, etc. e tal, se não se tem nenhum texto teatral para ser indicado? Eram espetáculos de mímica? Será que o teatro finalmente se libertou da “tirania” das palavras? Ou, este ignorante do teatro, não acompanhou a sua evolução e/ou revolução neste início do século XXI? Ou ambas as coisas já que sou um " interiorano" que não fala o idioma dos colonizadores franceses e ingleses, terra do consagrado shaquespeare e dos atuais autores "chodós" dos nossos diretores moderninhos. 

Mas essa pergunta do Eduardo Tolentino, feita com tanta certeza e verdade como se ele de fato conhecesse toda a dramaturgia brasileira e a acompanhasse em seu desenvolvimento passo a passo, teria pertinência se abrangesse toda a vida cultural nacional. Podemos fazer a mesma pergunta: para a música, para as artes plásticas, para a literatura (agora com ares de criadores pop’s),para o cinema, para o balé, para o cinema ( que luta para ser reconhecido por Hollywood), para a filosofia, para a crítica de modo geral, etc. e tal, temos uma “criação” que responda as questões contemporâneas da vida brasileira? O dramaturgo não é um “Et” que paira sobre o social, sendo capaz de desvendá-lo independente das outras áreas do conhecimento humano. Se assim o fosse ele não seria um dramaturgo, mas um demiurgo. Mas pergunto: será que o Movimento de Teatro de Grupos não tem uma dramaturgia que, pelo menos, tenta enfrentar as grandes questões postas pela metrópole e pelo país para os criadores? Será que esse amplo caldeirão criativo é de uma inutilidade tal que sequer está conseguindo dialogar com suas “comunidades”, para usar um termo caro ao terceiro setor? Será que de fato só fala de nordestino e narcotráfico, como afirma o ilustre diretor? E se assim o fosse, será que esses dois temas não fazem parte da realidade nacional? Que preconceito é esse contra o que está se dizendo? E como saber se o que está sendo escrito, criado pelos dramaturgos é fruto ou não de seu conhecimento? Além do bafometro agora vamos instituir o conscientrometro? Essas generalizações não é uma forma de se pretender tutelar e paternalizar a criatividade dos criadores? Afinal, que merda toda é essa, dita num jornal como a Folha de São Paulo em véspera de estréia? É para chamar a atenção? Mas o Tapa e o Tolentino não precisam disso, então, o que é e para que serve esse tipo de comportamento? Vaidade, a vã vaidade que tanto condenou Stanislavski nos seus escritos? Ou aquele coisa de que: todo mundo em algum dia do ano tem seu dia de "tiozão repressor"!  

É como se o desenvolvimento da “arte” se desse independente do desenvolvimento social. Não é a dramaturgia que está vivendo um vácuo. A sociedade brasileira e suas instituições estão em um vácuo social, político e cultural. Estamos, como diz o texto do Dostoievski, encenado na FUNARTE pelo Abujamra, a beira de um abismo e o parodoxal nisso tudo é que ninguém pode ter a mínima idéia de sua profundidade. Afinal, ainda não somos deuses, mas apenas simples mortais. Ou será que por sermos latino-americanos somos menos qualificados do que esses “pós-modernos” que tem chegado na nossa praia ultimamente vindos do velho continente? Isso também seria um chavão, que por sinal se repete desde os tempos de Montaigne. E ai vem aquele puxão de orelha dos “sabe tudo”: “É preciso realizar seminários, com textos corrigidos e reestudados.” Pergunto: corrigidos por quem, cara pálida? Se somos todos ineptos, vamos ter que ficar o resto da vida fazendo cursinho com os gênios trazidos a esse país pelo Goethe, Itaú Cultural, Aliança Francesa, sistema "S" etc. e tal? Novamente aquela tentativa de infantilizar por atacado o nativo, de torná-lo incapaz, de lhe negar sua cultura. O culto é o estrangeiro, o que vem de fora. Por sinal quem assistiu "El Dia Que Me Quieras..." teve a oportunidade de entrar em contato com a reflexão sobre isso de José Ignácio Cabrujas. Uma ideologia colonizada ou uma visão deformada pela falta de politização do agir do indivíduo em sociedade? As vezes as palavras dizem mais do que acreditamos que elas diriam se ditas de outra forma, não?

Creio que o que nos falta é uma conversa séria ente pares do que está colocado hoje para o teatro brasileiro para que ele se institucionalize e venha a cumprir o seu papel político, social e cultural. E esse diálogo tem que se dar de forma ampla e irrestrita. Não é uma mera discussão técnica. Se assim fosse as centenas de “cursinhos e oficinas” oferecidas pelo sistema “S”, pelas secretarias de cultura estaduais e municipais, pelo próprio ministério já teriam resolvido o problema da dramaturgia e do teatro brasileiro, quiça do próprio país. O que falta é, de fato, um grande embate como o citado pelo Tolentino nomeando o Plínio Marcos, José Vicente e Antonio Bivar. Mas ao contrário do que faz supor suas palavras na entrevista, esse grande embate não se deu só no campo da estética, mas, principalmente, no campo da ética. E isso o país hoje está carente. Há muita gente querendo “vencer” na brava competição da sociedade globalizada, ambição menor para os tempos dos grandes embates onde os criadores queriam e sonhavam em construir um “Novo Brasil”.

Como diria a minha avó citando filosofo que ela vivia esquecendo o nome: "toda geração tem a sua grande batalha política, o que as difere é que algumas não as quer enfrentar". Creio que há uma moçada, a seu modo, tentando criar uma dramaturgia que responda as suas questões. Podem ser esboços, mas quem afirmaria na época de Shaquespeare que sua dramaturgia constituiria a lingua inglesa e se tornaria universal? Creio mesmo que houve vários críticos que, diante de tal dramaturgia, afirmaram do alto de sua sabedoria:"Vivemos hoje num vácuo. Ainda não há uma dramaturgia inglesa que responda as questões do seu tempo!" E tudo bem, as coisas são assim, diria Hegel, como saber o que ficará na história no calor dos acontecimentos? 

Merda procês na estréia de "Ensaio"!

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Um pouco de Eduardo Galeano para a gente refletir.

"Nuestra región es el reino de la paradojas. Brasil, pongamos por caso: paradójicamente, el Alejadinho, el hombre más feo del Brasil, créo las más altas hermosuras del arte de la época colonial; paradójicamente, Garrincha, arruinado desde la infancia por la miseria y la poliomelitis, nascido para desdicha, fue el jugador que más alegría ofreció en toda la histodia del fútbol y, paradójicamente, ya ha cumplido cien años de edade Oscar Niemeyer, que es el más nuevo de los arquitectos y el más jovem de los brasileños."

"(...) Porque, digo yo: existen los dientes, si no se juntan en la boca? Existen los dedos, si no se juntan en la mano? Juntarnos: y no sólo para defender el precio de nuestros productos, sino también, y sobre todo, para defender el valor de nuestros derechos. (...)Europa aprobó la ley que convierte a los inmigrantes en criminales. Paradoja de paradojas: Europa, que durante siglos ha invadido el mundo, cierra a puerta en las narices de los invadidos, cuando le retribuyen la visita. Y esa ley se ha promulgado con una asombrosa impunidad, que resultaria inexplicable si no estuvéramos acostumbrados a ser comidos y a vivr com miedo. Miedo de vivir, miedo de decir, miedo de ser. Esta región nuestra forma parte de una América Latina organizada para el divorcio de suas partes, para el odio mutuo y la mutua ignorancia. Pero solo siendo juntos seremos capaces de descubrir lo que podemos ser, contra una tradición que nos ha amestrado para el miedo y la resignación y la soledad y que cada dia nos enseña a desquerernos, a escupir al espejo, a copiar en lugar de crear."

  Eduardo GAleano, "Los Mapa del alma no tiene fronteras", discruso pronunciado quando recebeu o título de Primeiro Cidadão Ilustre da Região Mercorsul. 

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Vamos a propaganda particular: "Cabaré da Santa", em cartaz no Galpão do Folias (tel.3361223); "Novos Velhos Dias", em cartaz no Teatro da Vila (Tel.3258.6345 ) e "A Curandeira", em cartaz no Teatro Ópera Bufa (tel.3237.1980)

Pessoal tem ainda o dvd "O Que É Teatro?" ensaio cinematográfico de Reinaldo Maia com montagem de Flávio Tolizani que pode ser adquirido no Folias. Maiores Informações 3361.2223.  

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Estão abertas as inscrições para a Oficina de Dramaturgia do "Projeto Exodos" do Grupo Folias. A oficina será dada por Luienne Queds, Claudia Schapira e Reinaldo Maia. Maiores informações no site do Folias: www.galpaodofolias.com.br



Escrito por maiafolias às 12h05 PM
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Para Refletir

A dúvida é uma boa companheira para entendermos o mundo a nossa volta. Então, duvidar é um direito elementar. Vamos duvidar!

 

Não houve resgate!

por Narciso Isa Conde

O regime de Uribe é perito em iniciativas espetaculares e shows mediáticos. E para isso conta com a ajuda nada desprezível dos poderosos meios de comunicação dos EUA e da oligarquia capitalista mundial. Dia 1º de Julho deste ano, o jornal El País, da Espanha, informava que:

"Bogotá autorizou a reunião dos negociadores europeus a fim de discutirem o futuro dos seqüestrados com as FARC, segundo informaram os meios colombianos. O antigo cônsul francês em Bogotá, Noél Sáez, e o diplomata suíço Jean-Pierre Gontard partiram no princípio do passado fim de semana rumo a um ponto de encontro nas montanhas que o governo não informou e poderiam ter-se reunido já com membros do secretariado da guerrilha e inclusive com o novo líder das FARC".

Por sua vez, a Agência Popular de Notícias, da Venezuela, a 2 de Julho, esclareceu o seguinte:

"Enquanto as FARC, em coordenação com emissários dos governos da França e da Suíça, efetuavam a transferência dos 15 retidos em dois helicópteros, funcionários do Exército colombiano já haviam detectado e ocupado as aeronaves previamente".

"Ainda que o governo da Colômbia tenha anunciado a operação como um resgate militar por parte do Exército colombiano, segundo a televisão francesa a libertação de Ingrid Betancourt, junto com 10 militares colombianos, um policial e os três mercenários estado-unidenses, teria sido resultado do desvio do helicóptero onde as FARC transferiam os 15 retidos para um ponto onde, supostamente, seriam entregues a Alfonso Cano, o qual estava a negociar com uma delegação francesa e suíça a libertação".