| |
A Ressaca da Folia Financeira
História do Brasil (marcha/carnaval) Lamartine Babo  Composição: Lamartine Babo - 1934 Quem foi que inventou o Brasil? Foi seu Cabral! Foi seu Cabral! No dia vinte e um de abril Dois meses depois do carnaval
Depois Ceci amou Peri Peri beijou Ceci Ao som... Ao som do Guarani!
Do Guarani ao guaraná Surgiu a feijoada E mais tarde o Paraty
Depois Ceci virou Iaiá Peri virou Ioiô
De lá... Pra cá tudo mudou! Passou-se o tempo da vovó Quem manda é a Severa E o cavalo Mossoró
__________________________________________________________________________ Você vai ler essa cronica em plena quarta-feira de cinzas. Muitos vão estar curtindo uma ressaca provocada pelas festas momescas, momento especial da vida social, política e cultural do Brasil. Talvez fossemos outro povo se não tivessemos criado o carnaval. Nos quatros dias de festa, tal como se todos entrassem em um grande teatro do mundo, deixamos de lado nossa personalidade comum, do dia-a-dia e assumimos outra "persona". Assim, pode acontecer de um liberal moralista sair fantasiado de mulher, por um dia da festa, e ninguém se importar com isso ou colocar em discussão a sua virilidade.Mas temos que pensar quem é que criou essa possibilidade "terapêutica" para o povo brasileiro.E ai vamos ver que tudo se iniciou com a população negra, empurrada para os morros cariocas para que se fizesse a reforma urbana de Afonso Pena. Ou seja, os negros, aqueles que para cá vieram forçados pelo Tráfico negreiro. Eles que sofreram mais do que o "pão que o diabo amassou" criaram uma forma de se libertarem, mesmo que temporariamente, de sua opressão com os quatro dias de carnaval. Estou pouco me lichando que, na História, essa festa tenha correlatos na Idade Média e que até o Bakthin a tenha estudado como uma das grandes manifestações populares. Se ele tivesse conhecido o carnaval brasileiro ia ver que nada é comparável a ele. É certo que, faz alguns anos (desde a globl expropriou a festa do povo), essa festa foi tirada das mãos daqueles que a criaram e transformada em mais um produto cultural, em mais uma mercadoria em oferta na gondola do entretenimento mundial. O que importa é que ainda se encontra no meio dessa comercialização toda, fora das lentes televisivas que recheiam os comerciais que veiculam e lhes rende milhões em reais, brincantes com o mesmo espírito de "ontem". E mesmo aqueles que não brincam, que são carnavalescos de "sofá", de alguma maneira libertam seu "imaginário" e criam fantasias outras. Senão como justificar que há redes televisivas que transmitem os bastidores dos bailes e dos desfiles da avenida? Se não houvesse público para isso elas não transmitiriam.
Bem, tudo isso para dizer que a farra financeira é bem diferente da farra momesca. Essa nos deixa saudades, lembranças agradáveis e desagradáveis, mas tudo feito com consciência ou não por nós mesmos. A farra financeira não. Nós só estamos sentindo são as consequências. Não participamos de suas "alegrias e regalias". Para essa farra, alguns gastaram bilhões de dolares e muitos terão que pagar a conta mundo afora sem ter participado do "banquete". Aqui no Brasil, no início de tudo, chegou-se a falar que a crise não passaria de uma "marola" e nada aconteceria demais. Esqueceram os nossos políticos que, diferentemente da folia de momo, onde criamos os cenários de nossa diversão, no mundo globalizado o cenário é criado por outros e vale para todos aqueles que estão no Planeta. Essa é a nova democracia que vivemos. O fato é que o Presidente já gastou bilhões de reais para não deixar a crise chegar até nós. E mesmo assim, alimentando a burra das transnacionais e dos bancos, eles começaram a despedir seus fundiconários e colocar na rua pais de família, mães, jovens, enfim, o trabalhador. A única área que o Presidente não pensou em salvar, talvez, porque não leia jornal e livros, foi a área da Cultura. Por não ser prioridade do Estado, desde os tempos do Império, não recebeu nem um realzinho e ainda teve cortado seu Orçamento Público. Mas para que servem os artistas senão para serem os bobos da corte ou para pedir voto para político em época de eleição? E o carnaval da política nacional, sem a graça da festa popular de momo, sem a sua criatividade, continua criando suas ressacas e conturbando a vida dos cidadãos. Como inciei com uma marchinha de carnaval e o que quero mesmo é comemorar o carnaval, mesmo sendo quarta-feria de cinza, vou deixá-los com novas marchinhas. __________________________________________________________ Máscara NegraZé Keti  Composição: Zé Kéti e Pereira Matos Tanto riso, oh quanta alegria Mais de mil palhaços no salão Arlequim está chorando pelo amor da Colombina No meio da multidão
Foi bom te ver outra vez Tá fazendo um ano Foi no carnaval que passou Eu sou aquele pierrô Que te abraçou Que te beijou, meu amor A mesma máscara negra Que esconde o teu rosto Eu quero matar a saudade Vou beijar-te agora Não me leve a mal Hoje é carnaval' _________________________________________________________________________ Favela (Padeirinho/Jorginho)  Numa vasta extensão Onde não há plantação Nem ninguém morando lá Cada um pobre que passa por ali Só pensa em construir seu lar E quando o primeiro começa Os outros, depressa, procuram marcar Seu pedacinho de terra pra morar E assim a região sofre modificação Fica sendo chamada de Nova Aquarela É aí que o lugar então passa a se chamar Favela. ________________________________________________________________ Cachaça não é águaMarchinhas de CarnavalComposição: Indisponível Você pensa que cachaça é água Cachaça não é água não Cachaça vem do alambique E água vem do ribeirão
Pode me faltar tudo na vida Arroz, feijão e pão Pode me faltar manteiga E tudo mais não faz falta não
Pode me faltar o amor Isso que acho graça Só não quero que me falte A danada da cachaça. ______________________________________________________________________ Linda MorenaLamartine BaboComposição: Indisponível Linda morena, morena Morena que me faz penar A lua cheia que tanto brilha Não brilha tanto quanto o teu olhar
Tu és morena uma ótima pequena Não há branco que não perca até o juízo Onde tu passas Sai às vezes bofetão Toda gente faz questão Do teu sorriso
Teu coração é uma espécie de pensão De pensão familiar à beira-mar Oh! Moreninha, não alugues tudo não Deixe ao menos o porão pra eu morar
Por tua causa já se faz revolução Vai haver transformação na cor da lua Antigamente a mulata era a rainha Desta vez, ó moreninha, a taça é tua ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Escrito por maiafolias às 10h36 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
A Escravidão Hoje
12/02/2009 - 17h07 ONU alerta sobre negligência na luta global contra tráfico de pessoas A negligência policial e a recusa de alguns governos a reconhecer a gravidade do drama do tráfico de pessoas solapam a luta global contra um crime em crescimento, do qual se desconhece suas verdadeiras dimensões, alertou hoje o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês). 79% do tráfico de pessoas são para crime sexual A maioria dos crimes de tráfico de pessoas é ligada à exploração sexual e as mulheres são as principais vítimas, afirma relatório divulgado hoje pelo Escritório sobre Drogas e Crimes das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês). De acordo com o levantamento da ONU, 79% dos crimes ligados a sequestro são de exploração sexual e a maior parte deles é cometida contra mulheres O estudo, baseado nos dados fornecidos por 155 países, se considera a primeira avaliação global do fenômeno do tráfico de pessoas e das medidas que foram adotadas para combatê-lo.
"Há negligência em alguns países, e falta de reconhecimento do problema em outros, e inclusive uma negligência maligna em alguns casos. É uma prioridade menor", disse à Agência Efe o diretor da UNODC, o italiano Antonio Maria Costa.
Para ilustrar sua avaliação, Costa comparou os resultados conseguidos na atuação contra o narcotráfico e os da luta contra o tráfico humano.
O UNODC calcula que as Polícias do mundo interceptam entre 10% e 20% da droga traficada, e 46% no caso da cocaína procedente da América Latina.
Por outro lado, o relatório assinala que em 2006 somente foram recuperadas 21.400 vítimas de tráfico de pessoas, o que representa menos de 1% dos dois milhões de seres humanos suspeitos de serem vítima deste crime, acrescentou o funcionário.
"Isto se deve à falta de prioridade e à negligência. Também ao fato de que é um crime que, apesar de ter acompanhado desde sempre a humanidade, não tinha sido regulado internacionalmente até pouco tempo atrás", apontou Costa.
O Protocolo das Nações Unidas contra o Tráfico de Pessoas entrou em vigor em 2003, mas ainda muitos países não adaptaram suas legislações a esta norma internacional.
O UNODC também adverte no relatório de 292 páginas que o número de penas em casos de tráfico de pessoas aumentou em alguns países, mas na maioria dificilmente se supera a 1,5 pena por cada 100.000 habitantes, o que é uma média abaixo inclusive dos delitos menos frequentes.
Em dois de cada cinco dos países analisados pela UNODC, não foi registrada nenhuma condenação nesta matéria apesar de haver uma maior consciência na opinião pública sobre a gravidade deste fenômeno.
Na América Latina, o Brasil é um dos exemplos de países com baixos índices de penas, pois aqui a soma de casos de tráfico humano investigados pela Polícia Federal entre 2003 e 2006 é de 32, segundo o documento.
Isso apesar de que nos campos do país - assim como nos dos outros mais extensos da região, como Argentina e México - vários imigrantes de nações vizinhas trabalhem em condições de quase escravidão, de acordo com o UNODC.
O relatório revela que 79% dos casos de tráfico de pessoas estão relacionados com a exploração sexual, que na maioria das vezes envolvem mulheres e meninas.
Surpreendentemente, em 30% dos países que identificam o gênero dos traficantes em suas estatísticas, a maioria deles são mulheres, ressalta o relatório.
No entanto, seus autores advertem que estes números poderiam ser uma "miragem", porque há menos dados sobre outras formas de escravidão ou semiescravidão às quais as pessoas traficadas são submetidas, como no trabalho em minas, nas fábricas ou como empregados domésticos.
Estes tipos de exploração são muito mais difíceis de detectar que a prostituição, por isso que seu verdadeiro alcance é muito complicado de quantificar, dizem.
Costa afirmou que seu escritório está em processo de elaboração de um código de conduta para o setor privado, através do qual as empresas podem se assegurar de que suas cadeias de provedores não está manchada pelo tráfico de mão-de-obra.
As crianças são a maioria das vítimas deste delito em algumas regiões de África e Ásia, nas quais os menores são uma mão-de-obra usada para mendigar, cozinhar ou colher cacau.
O relatório desmente a percepção de que o tráfico humano implica em mudanças de grandes distâncias, quando na realidade é um fenômeno que acontece "perto de casa".
"As estatísticas demonstram que a maioria do tráfico é doméstico ou inter-regional", diz o texto.
Por outro lado, a Europa é o destino ao qual as vítimas chegam de lugares mais distantes, enquanto que a Ásia é a origem de quem se desloca dos lugares mais variados.
___________________________________________________________________________ A questão do tráfico humano a cada dia que passa ganha dimensões insuspeitas de ainda acontecer em pleno Século XXI. E não se trata apenas, como diz o relatório da ONU, de tráfico para a prostituição. Há o tráfico de crianças e a "acusação" sempre velada que é para a retirada de orgãos para transplante. Há ainda, e no Brasil os casos são graves e em grande quantidade em algumas regiões do país, de tráfico para trabalho escravo. O que é importante se discutir é que essas vítimas ficam ao léo. Primeiro, porque a imprensa com raras exceções dá notícia sobre o assunto, a não ser o caso das brasileiras que são pegas tentando entrar na Comunidade Européia e são acusadas de prostitutas. Mas, por exemplo, a mesma imprensa não notícia, com a mesma ênfase, o turismo sexual que é fomentado na Europa para os civilizados europeus virem fazer no Brasil, principalmente, no nordeste, onde meninas de 11, 12 anos são "acompanhantes sexuais" de sisudos "moralistas europeus" em férias. Na questão da escravatura, já dizia Ruy Barbosa, o importatne a ser combatido é o Tráfico, ele é o grande responsável pela existência e pela continuação do problema. Parece redundância mais não é. A abolição no Brasil só aconteceu depois do combate real do tráfico. Antes disso, a Lei do Ventre Livre, do Sexagenário, etc. e tal, foi tudo história para o boi dormir, porque por trás de tudo continuava o comércio dos seres humanos. E esse é o grande mal do tráfico, seja ele qual for: o ser humano é tratado como mercadoria, como coisa. Apesar de que, em muitas condições de trabalho assalariado, apesar do nome, o que temos é o trabalho escravo. Vide o que pagam algumas empresas, em volta do mundo, para a sua mão de obra. É brincadeira o salário de um Chinês em algumas indústria ocidentais que para se transferiram. Isto é, hoje o tráfico necessáriamente não éfeito dos "escravos". Tem indústria que tem preferido deslocar-se para o país onde encontrará grande quantidade de mão de obra para explorar em termos de "trabalho escravo". O tráfico de pessoas, que deveria nos horrorizar, é muitas vezes desconhecido e/ou visto sem indignação por nós. E no entanto, querendo ser um "bicho racional" deveríamos ficar envergonhados a pertencer a essa espécie. Por sinal, quando Darwin passou pelo Brasil o que mais o horrorizou foi a escravidão e o tratamento que recebiam os negros. Até hoje isso ainda acontece, com a desvalorização da vida humana, quando se trata das populações escravas e assalariadas em volta do mundo. Querem um exemplo disso? Pois bem, domingo no clássico Corinthians e São Paulo houve o incidente com a torcida da Gavião da Fiel e a Polícia Militar tratou a massa como boiada, menos que boiada porque para alguns PM´s boi tem mai valor que negros e pobres. Nesse acontecido muitos acabaram feridos gravemente. Mas o que mais preocupa é ver indivíduos, brancos, escolarizaqdos, defenderem a atitude da policia. Ou seja, para essas pessoas, tudo foi feito como tem que ser feito. Afinal, mão de obra barata não tem valor no mercado de trabalho. E diferentemente da época da escravidão, quando um negro custava uma fortuna e só poucos podiam ter um, hoje o escravo atual custa nada ao seu "dono". Ele é recrutado nas populações pobres e se morrer o "Gato" não perde capital nenhum, porque nada investiu para conseguí-lo. Cruel, mas é assim a Vida ! Há, uma coisa para prestarmos atenção nesse escravismo contemporâneo: os grandes times de futebol da Europa, tentanto encontrar novo Ronaldos, Péles, etc. e tal, agora abrem filiais no Brasil e já comparam o "neguinho" bem pequenino, que é mais lucrativo. ____________________________________________________________________________ Mudando de pato para ganso mais continuando com o mesmo espírito indignado. E as acusações do Senador Jarbs Vasconcelos contra o PMDB? Que coisa feia. Confesso que não entendi porque só agora ele faz essas acusações, porque faz muitos anos que ele é do PMDB e, ele mesmo, é um cacique regional, que veio a substituri a Miguel Arraes em Pernambuco. Então fica a pergunta, porque despejar agora essa caminhão de acusações? De alguma maneira, depois da legalização dos Partidos Políticos, quando o antigo MDB e depois o PMDB deixou de ser a casa dos políticos clandestinos, essa bandalheira teve início. Depois que, para não disputar mais a hegemonia dentro do Partido, o Montoro, o Covas e outros espertinhos abandonaram o Ulysses Guimarães, para fundar sua grei (PSDB) que atendesse os seus interesses pessoais, já que ficando no PMDB paulista estariam sob a tutela de Quercia, o partido da "resistência" transformou em moeda de troca de eleição de muitos políticos. Isso é sabido e certo. O grave na história é um Senador do próprio Partido fazer as acusações que fez e a direção Partidária alegar que não tomará nenhuma providência porque elas são genéricas, ele não deu o nome aos bois. O mais grave é o Ministério Público e os Tribunais Eleitorais não tomarem providências. Afinal, se há acusação não deveria haver investigação? Porque o que está dito na entrevista do Senador é grave. Na sua afirmação o PMDB não passa de uma organização criminosa legalizada sob o estatuto de partido político. Ele só existe para negociatas e barganhas eleitorais do interesse de seus constituintes. Ora, como cidadão, entendo que isso é crime organizado e deveria ser investigado e, se for o caso, colocado na ilegalidade o partido e punido os responsáveis pelos atos praticados. No mesmo saco aparece de novo, segundo o Acusador, o Presidente e o seu Partido como coniventes com tudo isso. Mas o mais incrível, é que perguntado, para um político do PMDB se concordava com as acusações e porque não sai do Partido ele respondeu: que não saio porque todos os outros partidos são iguais. Bem, então, dentro de uma lógica cartesiana, temos no Brasil uma série de Partidos que não passam de organizações criminosas nos dirigindo e administrando politicamente. Isso me leva a pensar o espaço que quer ocupar o PCC na vida social e da política nacional, ou seja, como todos essas organizações criminosas o PCC está somente reivindicando sua parte do bolo, já que como organização criminosa detem uma parcela significativa do mercado ilegal do país. O que é mais incrível é que tudo ficará como está. O Senador Jarbas Vasconcelos permanecerá no PMDB e mandando na política pernambucana. O Sarney e o Calheiros que são citados na entrevista continuarão dando as cartas no Senado Federal. Michel Temer continuará desfilando sua personagem de "Dom Quixote" sem dorotéia pela politica paulista e nacional. Quércia continuará dando as cartas no Estado de São Paulo. O Serra continuará desfilando de "viúva impoluta". Sérgio Cabral continuará dançando funk nos morros cariocas, enquanto brinca de governador de Estado. E o Aécio Neves, gente, o Aécinho, o garotinho de minas gerais, que quer brincar agora de Presidente, estuda seriamente mudar de facção criminosa, deixar o PSDB e ingressar no PMDB. Se ninguém se indigna com isso tudo, porque não avacalhar? E quem não leu o livro italiano "Gomorra" não precisa fazê-lo, porque é mais ou menos isso que ele descreve sobre a Itália. Vejam senhores, como sonhava Collor, estamos caminhando em direção ao Primeiro Mundo. _____________________________________________________________________________ será que ainda há tempo para se indignar?
Escrito por maiafolias às 12h45 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|